4 coisas que podem acontecer por quem passa por muitas cesáreas



Esse não é o mais recomendado dos partos, mas é o mais comum no Brasil. Somente em 2017, segundo o Ministério da Saúde, foram realizadas 3 milhões de cesáreas em todo o país, totalizando 55,5% dos nascimentos durante o ano.

O problema é que o parto por cesárea deveria ser uma opção apenas para as mães com problemas de saúde e em gestações em que o bebê tenha má-formação física ou que esteja em situação de risco.

Embora pouca gente tenha consciência disso, as cesáreas trazem inúmeros riscos às mulheres, especialmente àquelas que engravidam mais de uma vez. Isso, sem contar que o procedimento é arriscado para a mãe e para o bebê durante o nascimento.

Enfrentar ou não enfrentar cesáreas?

E, mesmo que a medicina não estabeleça um limite para um número de cesáreas que sejam considerado seguro, a verdade é que essa via de nascimento deve ser evitada por mulheres em perfeitas condições e saúde.

Os médicos explicam que sempre que possível é preciso evitar o corte no útero e que mesmo as mulheres que já passaram por uma cesárea uma vez podem recorrer ao parto normal nas próximas gestações.

Além de contar com uma recuperação mais rápida, as mães que não se submetem à cirurgia por cesárea pela primeira ou segunda vez evitam uma série de transtornos que podem surgir nas próximas gestações, como você confere abaixo.

O que pode acontecer com seu corpo depois de várias cesáreas:

1. Lesões na bexiga

Depois da primeira cesárea, os riscos de sofrer lesões na bexiga aumentam consideravelmente nas próximas gestações. Isso acontece porque o tecido que acaba se desenvolvendo depois do parto é bem mais frágil que o original.


2. Problemas com a placenta

Quanto maior o número de partos por cesáreas uma mulher enfrentar, mais cicatrizes vão ficar em seu útero.

Isso faz com que existe um risco maior dessa mãe desenvolver problemas na placenta, como o que os médicos chamam de placenta acreta, que acontece quando ela se fixa profundamente na parede uterina, ultrapassando o limite normal de fixação. Na hora do parto, essa condição pode fazer com que a mulher sofra com hemorragia na hora da placenta ser removida.

3. Hemorragia

Como qualquer outra cirurgia, nas cesáreas também existe o risco de ocorrer perda intensa de sangue. No entanto, quando o número desse tipo de parto é maior, o risco de sangramento também é grande. Aliás, é proporcional ao número de cesáreas anteriores.

Conforme especialistas, em alguns casos, pode até mesmo ser necessário a remoção do útero para controlar o sangramento.

4. Enfraquecimento da parede do útero

Todas a vezes que ocorre um incisão uterina acaba sendo deixado um ponto fraco na parede do útero. Isso pode interferir diretamente nas próximas vezes que a mulher engravidar, sendo possível que ocorra até mesmo ruptura uterina.



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